domingo

Dar a volta a "isto"

Ora aqui está algo que me atrasa o sono e que me desperta a meio, a chamada de crise económica, medidas de contenção, etc... Nem sempre acordo a pensar nisso, não ando paranóica nem nada do género mas também não posso ignorar algo tão importante!
Nós somos poupados e não nos damos a extravagâncias, ocasionalmente investimos em algo que nos faz falta para a casa e que não seja urgente, depois de planeado e ter algum fundo de maneio. 
Mas receio que se torne mais difícil com tanta coisa a mandar-nos abaixo...
É os abonos a baixar, é cortes por todo o lado, a toda a hora vejo pessoas a passar necessidades o que por sua vez afecta as respectivas famílias, na minha ronda de blogs vejo malta a desistir e outra a insistir, a vender o que tem e o que faz por uns trocos (melhor esse que nenhum), a reinventar-se por necessidade...
Na verdade já via antes,  por parte de mães/pais, família e amigos de crianças e adultos com necessidades especiais, porque este País tem uma mentalidade generalizada de "cada um por si" e pouco ou nada se quer saber do que o outro precisa... mas claro, quando se trata de comparações, a inveja fala mais alto e olham para o que o outro tem! Isto aplica-se em larga escala, obviamente aos nossos (des)governantes, que em vez de olharem para o que se passa em casa (leia-se país) preferem olhar para a casa dos outros, querem fazer o mesmo com menos recursos, o que não impede de levar algum para o seu bolso, independentemente de tudo o resto (povo!). 
Estas coisas revoltam-me tanto! Não é com vinagre (austeridade e medidas radicais) que se apanham moscas... nem mesmo as quase mortas que somos nós (povo)!
Já viram que são menos privilegiados que se entre-ajudam?! 
Porque sabemos o quanto custa a vida, porque praticamos o "não faças ao outro o que não gostavas que te fizessem" (e a forma positiva da frase), porque valorizamos os sorrisos, os abraços, as palavras e gestos de apreço, as lágrimas, a angústia de querer e não poder, e do engolir o orgulho em prol de alguém que de nós depende, não é fácil... não, não é!!! 
Mas fazêmo-lo, e se nós conseguimos, por que não conseguem todos?! 
Demora a chegar ao "querer"... desculpando-se com a falta de tempo, falta de tudo o que têm de sobra! 
É vê-los(as) a pavonearem-se em excessos de puro consumismo e luxo e se bem calha vão para a porta da paróquia e centros de ajuda (alimentar e outros géneros) para ver se conseguem mais qualquer coisa, leia-se tirar de quem realmente precisa para poderem poupar numas coisas e gastar em outras... fúteis! Que hipocrisia! 
Há também quem ande a tirar os "velhotes" (termo que uso com muito carinho e respeito) dos lares e centros de dia, para poder ir pedir subsídios e pensões à segurança social, e depois abandonarem-nos em casa um dia inteiro e noites festivas e fins de semana "espetam" com eles nos hospitais e, às vezes, vão buscá-los depois da farra... não lhes compram os medicamentos, mas não lhes falta para os vícios e outros luxos!
Mas que raio de coisa!!! Que ódio!!! Que injustiça!!! Que nervos!!!
E eu que ando aqui a dar a volta a cabeça, a pensar como iremos dar a volta a isto para que a nossa família não passe mais necessidades, a querer ajudar sem ser capaz é que me aborreço com isto! 
E quem pode mais fica no quentinho a coçar "o-que-bem-entendem", e nem se amolam!!!
E enquanto passo revista ao que tenho escrito, tento acalmar-me e penso como é fácil criticar, mas e o fazer diferente!? Bem, não é preciso dois dedos de testa para pensar em algo que muda o mundo a passinhos de bebé... mas vai mudando! E comecemos (para quem ainda não se deu conta como isto anda) por mudar em cada um de nós, o que pode prescindir, o que pode dar, o que pode fazer... já serão passos tão grandes!!! Tão importantes! E depois poderão influenciar as familias, os amigos, os vizinhos, os colegas de trabalho, os conhecidos... já pensaram bem na dimensão que isto poder ter?! Não custa tentar, caramba!!! Deixem-se de comodismos! De narizes empinados e de virar a cara a um cenário social que não vos agrada e tentem antes mudá-lo! 
E não, não é por ser Natal, Carnaval, Páscoa, Dia de A, B ou C... eu penso assim sempre e peço-vos o mesmo!

1 comentário:

  1. Eu acredito que sim...temos é de ter mais garra. Eu agora nem penso em nada. Quando voltar ao activo, atiro-me de cabeça a fazer pela vida, como sempre fiz. tem de dar certo !

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